Ontem eu passei por um susto que me deixou tremendo até na hora de dormir.
Meu pai queria buscar mexericas na casa do vovó. Eu estava com
preguiça de fazer almoço só pra mim. Sem contar que a comida da vovó dá
de 10 a 0 na minha. Então arrumamos tudo e fomos pra lá. O sítio fica
na cidade de Guarapari, há mais ou menos 40 minutos daqui.
Antes de ir, meu pai disse que ia convidar um amigo dele pra ir lá.
E saiu enquanto eu arrumava as coisas. Voltou e disse que o amigo dele
não podia ir de última hora. Botamos as coisas no carro e fomos. Em vez
dele ir pra avenida, foi pro final da rua e parou na frente da casa de
uns amigos do bairro.
Lá mora uma família muito simples, que tem 3 meninos que são irmãos.
No futebol da rua apelidaram os meninos de Prego e Preguinho. Depois
nasceu o Tachinha. Não sei porque desses apelidos, só sei que pegou.
Prego, o mais velho, estava no Rio de Janeiro com a mãe. Conosco foi o
Preguinho, de 9 anos e Tachinha, de 5 anos. Eles vivem dentro de casas,
presos por causa dos perigos da cidade. Então, imagina a alegria das
crianças ao serem soltas num terreiro de roça, completamente livres,
sem carros, sem perigo algum.
Pegamos os meninos e fomos pra casa da vovó. Lá chegando, demos
almoço pros meninos. Depois de almoçar, meu primo Eduardo, de 8 anos
veio brincar com eles. Andaram o sítio todo vendo pés de mexerica.
Experimentavam de todas as qualidades e brincavam muito. Meu pai, que
estava fazendo a sesta, acordou. Aí começa o problema.
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